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Metodologia de Auditoria

Toda a auditoria segue um processo estruturado, documentado e repetível, alinhado com as normas internacionais. A metodologia é o que garante que a conclusão é fundamentada — e não uma opinião.

As Cinco Fases da Auditoria

Cada fase produz resultados próprios e prepara a seguinte. Nenhuma conclusão é emitida sem percorrer integralmente o processo.

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Fase I

Planeamento e Definição de Âmbito

Identificação do objecto da auditoria, dos regimes e critérios aplicáveis, dos perfis de entidade e das áreas de maior risco. Resulta um plano de auditoria com âmbito, calendário, recursos e protocolo de recolha de evidência. É também nesta fase que se acorda o grau de confidencialidade e o ponto de contacto na entidade auditada.

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Fase II

Trabalho de Campo e Recolha de Evidência

Execução do plano: análise documental, entrevistas com responsáveis, observação directa de práticas e teste de procedimentos e controlos. A evidência é recolhida por amostragem adequada e registada em papéis de trabalho que sustentam, de forma rastreável, cada conclusão posterior.

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Fase III

Análise, Avaliação e Classificação

Confronto da evidência recolhida com os critérios de auditoria. Cada desvio é formalizado como achado, descrito com a respectiva evidência e classificado numa escala de severidade. Os achados são validados com a entidade auditada antes do relato, assegurando exactidão factual.

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Fase IV

Relato

Elaboração do relatório de auditoria: âmbito, metodologia, conclusões, matriz de achados, recomendações e plano de remediação priorizado. O relatório é apresentado à gestão numa sessão de fecho, com discussão das conclusões e dos prazos de remediação.

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Fase V

Acompanhamento e Fecho

Decorrido o prazo de remediação, verifica-se a execução efectiva das recomendações. As não conformidades remediadas são formalmente encerradas; as remanescentes transitam para o ciclo seguinte. Esta fase converte a auditoria de evento pontual em processo de melhoria contínua.

Normas de Referência

A metodologia não é proprietária nem improvisada: assenta nos referenciais internacionais reconhecidos de auditoria, seleccionados em função da natureza de cada trabalho.

ReferencialÂmbito de Aplicação
ISO 19011:2018Linhas de orientação para auditorias de sistemas de gestão — base dos princípios e do processo de auditoria.
IPPF — IIAQuadro de Práticas Profissionais do Institute of Internal Auditors, para a função de auditoria interna.
ISSAI — INTOSAINormas internacionais das instituições superiores de controlo, relevantes para a auditoria de entidades públicas.
ISO/IEC 27007Linhas de orientação para auditoria de sistemas de gestão de segurança da informação.
ISAE 3000Norma para trabalhos de garantia que não auditorias de informação financeira histórica.

Os referenciais são adoptados como orientação metodológica; a auditoria de conformidade aqui descrita não constitui, por si só, certificação acreditada nem revisão legal de contas.

Critérios de Auditoria

Um achado só existe por referência a um critério. Antes de iniciar o trabalho de campo, fixam-se com clareza os critérios contra os quais a conformidade será medida.

Critérios normativos

Obrigações legais e regulamentares decorrentes dos regimes aplicáveis — diplomas, regulamentos das autoridades, orientações e deliberações vinculativas.

Critérios internos

Políticas, procedimentos, códigos de conduta e compromissos assumidos pela própria organização, que constituem critério adicional de avaliação.

Critérios de boas práticas

Normas técnicas e referenciais de boas práticas reconhecidos, aplicados quando o regime legal remete para o estado da técnica ou para padrões sectoriais.

Critérios contratuais

Obrigações assumidas perante terceiros em contratos, relevantes sobretudo na auditoria jurídica e na auditoria a relações com fornecedores.

Escala de Severidade dos Achados

Cada não conformidade detectada é classificada numa escala de cinco níveis, que orienta a priorização da remediação e a leitura do risco pela gestão.

NívelDesignaçãoSignificadoResposta esperada
CríticoNão conformidade críticaIncumprimento com exposição sancionatória elevada ou risco iminente.Remediação imediata.
ElevadoNão conformidade maiorIncumprimento relevante de obrigação substantiva do regime.Remediação prioritária e calendarizada.
MédioNão conformidade menorCumprimento parcial ou desvio de menor impacto.Remediação no ciclo de gestão corrente.
BaixoOportunidade de melhoriaConformidade assegurada, mas com margem de optimização.Ponderação pela gestão.
ConformeConformidadeObrigação cumprida, com evidência suficiente.Manutenção e monitorização.

Solicitar um Diagnóstico ou Pré-Auditoria

O diagnóstico aplica esta metodologia em modo abrangente, oferecendo um primeiro retrato estruturado da conformidade da organização.

Formulario JotForm — F3

Pedido de Diagnóstico / Pré-Auditoria
Campos: organização, tipo de entidade, sector de actividade, dimensão, áreas de maior preocupação e observações.

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